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27.5.14

PEÇO A AJUDA DE TODOS, EM NOME DA SOLIDARIEDADE E DO ESPÍRITO DE JUSTIÇA!

CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF

Sra. Presidenta,

é por acreditar que não seja sua intenção omitir-se diante da grave injustiça perpetrada contra mim que tomo a liberdade de mais uma vez endereçar-lhe um apelo.

A resposta ao anterior, transmitida por um membro do seu Gabinete pessoal, foi a de que a de que a Sra. "lamenta não poder atender seu [meu] pedido por ser o assunto apresentado de competência do Poder Judiciário".

Ora, passei minha vida adulta inteira defendendo os ideais revolucionários e os direitos humanos, o que várias vezes me colocou em contato com as leis e os tribunais, começando pelos quatro processos a que respondi em auditorias militares na última ditadura. E, em termos profissionais, a carreira jornalística também me trouxe razoável familiaridade com os assuntos jurídicos.

Assim, jamais recorreria a uma presidenta da República, mesmo sendo ela ex-companheira de militância, se dar um fim às minhas aflições não fosse plenamente justificável face à gravidade do abuso de poder que estou sofrendo e se isto não estivesse na sua (dela) esfera de competência. Sei muito bem que "conforme determina a Constituição, o chefe do Executivo não pode intervir nas questões de outro poder", não precisando de que ninguém me lembre disto.

Mas, num episódio recente, a Sra. admitiu ao povo brasileiro ter tomado uma decisão questionável por não haver recebido todas as informações pertinentes.  Ouso supor que isto esteja novamente ocorrendo, em meu desfavor.

Ao contrário do que assessores lhe possam ter dito, não é o Poder Judiciário o principal culpado pela aberrante e inaceitável morosidade do meu mandado de segurança  (nº 0022638-94.2007.3.00.0000) --sete anos e três meses de tramitação, sendo que já se passaram três anos e três meses desde que, no julgamento do mérito da questão, todos os oito ministro reconheceram meu direito.

Aliás, chega a ser paradoxal que companheiros petistas se queixem com tamanha indignação e tanta veemência de decisões monocráticas bizarras tomadas no STF,  nas quais eles vislumbram velados intuitos persecutórios, mas nada tenham a dizer da decisão monocrática igualmente bizarra que o novo relator do meu processo no STJ tomou, anulando com uma penada a decisão unânime de seus colegas que julgaram o caso.

Mas, mesmo que fosse também um intuito persecutório o motivo subjacente de tal decisão, ainda assim ela teria sido propiciada por (mais) uma claríssima manobra protelatória da Advocacia Geral da União que, como a Sra. não ignora, faz parte do Poder Executivo.

Ou seja, já lá se vão 39 meses que o cumprimento da sentença do STJ está sendo retardado porque a AGU, obrigada a bater em retirada quanto ao mérito da questão, saiu pela tangente, arguindo uma filigrana jurídica para causar mais delongas, qual seja a de que mandado de segurança não seria o instrumento jurídico adequado. E o novo relator, surpreendentemente, aceitou:
"... analisando-se melhor os autos, percebe-se que o julgado ora embargado, ao contrário do que se registrou, olvidou-se da existência de consolidado entendimento nesta Corte Superior, com arrimo no enunciado 269 da Súmula de Jurisprudência do egrégio Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o Mandado de Segurança não pode ser utilizado como mero substitutivo de Ação de Cobrança" (decisão monocrática do ministro Napoleão Nunes Maia Filho, em 15/08/2012).
Com isto, ele não só desautorizou os oito ministros que tiveram entendimento diferente, como cometeu a incorreção de alegar que havia sido olvidada uma questiúncula que, na verdade, a AGU já havia submetido ao relator anterior, Luis Fux, sendo por este fulminada em 19/10/2007:
"A determinação para que a autoridade coatora, in casu, o Ministro de Estado do Planejamento e Gestão, cumpra a requisição do Ministro da Justiça no sentido de efetuar o pagamento dos retroativos a anistiado político, não atrai a incidência das Sumulas n.ºs 269 e 271, do STF, porquanto, aqui, não se trata de utilizar-se do mandado de segurança como substituto da ação de cobrança, mas, tão-somente, de determinar o cumprimento de ato administrativo legal e legítimo".
E por que a AGU, na sua inexplicável insistência em postergar indefinidamente o pagamento do que é justo e devido para mim, recorre a alegações periféricas e evasivas, inclusive reapresentando-as depois de já terem sido categoricamente rechaçadas? Simplesmente porque, quanto ao fulcro da questão, não tem nada, absolutamente nada, para contrapor à sentença de 23/02/2011.

A Lei nº 10.559, de 13/11/2002, estabelecera o seguinte:
Art. 18.  Caberá ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão efetuar, com referência às anistias concedidas a civis, mediante comunicação do Ministério da Justiça, no prazo de sessenta dias a contar dessa comunicação, o pagamento das reparações econômicas, desde que atendida a ressalva do § 4o do art. 12 desta Lei.
§ 4o  As requisições e decisões proferidas pelo Ministro de Estado da Justiça nos processos de anistia política serão obrigatoriamente cumpridas no prazo de sessenta dias, por todos os órgãos da Administração Pública e quaisquer outras entidades a que estejam dirigidas, ressalvada a disponibilidade orçamentária.
A decisão do ministro da Justiça, em 30/09/2005, foi:
"Declarar Celso Lungaretti anistiado político, concedendo-lhe reparação econômica, de caráter indenizatório, em prestação mensal, permanente e continuada (...), com efeitos retroativos da data do julgamento em 27.07.2005 a 29.10.1996, totalizando 104 (cento e quatro) meses e 28 (vinte e oito) dias, perfazendo um total indenizável de..."
No início de 2007, 16 meses depois, eu ainda não havia recebido a indenização retroativa que deveria ter sido paga em 60 dias, daí minha decisão de impetrar mandado de segurança para que fosse cumprida a lei e a decisão ministerial.

Logo em seguida, a União enviou carta convidando-me a abdicar voluntariamente do direito ao pagamento imediato dos atrasados, aceitando voluntariamente seu parcelamento até o final de 2014. Como o meu mandado já tramitava e como este direito não fora esmola nenhuma, mas sim o justo ressarcimento do sangue que me derramaram, dos terríveis tormentos físicos e psicológicos que sofri, da lesão permanente que me causaram e da honra que me atingiram, eu optei por não desistir voluntariamente do processo já aberto.

É óbvio que, como a legislação não fora alterada, a Justiça necessariamente teria de mandar que a Lei fosse cumprida, como mandou.

E é chocante que a AGU use todo seu poder de fogo, infinitamente superior, contra mim, para evitar que uma decisão judicial seja cumprida. Pois ela tem um compromisso com a Justiça no sentido maior da palavra; não existe apenas para vencer a qualquer preço ou protelar o cumprimento de sentenças desfavoráveis arguindo ninharias, como fazem os advogados de porta de xadrez.

Então, Sra. presidenta, sua intervenção se impõe para pôr fim a esta nova via crucis, quando sou novamente vítima das burocracias arrogantes, arbitrárias e insensíveis, como já o fora quando requeri minha anistia na década passada e, embora o critério primeiro da priorização dos processos (desemprego) me beneficiasse, só comecei a receber minha pensão depois de exatos 50 meses, tendo de mover céus e terras para tanto, enquanto os amigos do rei e os famosos, mesmo não preenchendo as condições necessárias para terem seus casos priorizados, eram atendidos em menos de um ano.

Será vergonhoso para a União e contraditório com a política de direitos humanos dos últimos quatro governos se eu morrer sem ter sido ressarcido das violências cometidas por agentes do Estado em 1970 (!!!). Quarenta e quatro anos estão se completando. Quantos mais precisarei esperar? Terei de ser eterno para ver honrarem o crédito pendente desde 2005? 

Confiante em que o espírito de Justiça inspirará vossa decisão, subscrevo-me,

atenciosamente,

CELSO LUNGARETTI
lungaretti@uol.com.br
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com

20.5.14

AS NOVAS FRENTES DA LUTA DOS SANTOS GUERREIROS PARA QUE OS DRAGÕES DA MALDADE SEJAM PUNIDOS

São Jorge/Zumbi mata o dragão/latifundiário no filme de Glauber Rocha
A impunidade eterna dos torturadores da ditadura militar e seus mandantes foi acordada em pleno regime de exceção. 

De um lado estavam os algozes, utilizando a libertação dos presos políticos e a permissão de volta dos exilados como moeda de troca para munirem-se de uma espécie de habeas corpus preventivo, pois sabiam ter cometido os mais hediondos crimes contra a humanidade. 

Do outro as vítimas, representadas por uma oposição intimidada e que, ansiosa por virar uma página terrível da nossa História, não mediu o alcance das concessões feitas à tirania. 

Selou-se o pacto num Congresso que várias vezes fora fechado e expurgado, tendo, ademais, a representação popular sido falseada por um verdadeiro arsenal de casuísmos. 

É óbvio que um mostrengo político-jurídico desses violenta os preceitos legais das nações civilizadas e contraria as orientações da ONU para países que voltam à civilização depois de surtos de totalitarismo.

Revogar a auto-anistia dos torturadores seria uma medida imprescindível e urgente em qualquer redemocratização digna deste nome, mas o que ocorreu no Brasil foi uma transição para enganar trouxa, tutelada pelas mesmas forças que moviam os cordéis da ditadura por trás da cortina. As chances de uma ruptura verdadeira acabaram no dia em que foi rejeitada a emenda das diretas-já.

Os presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. previsivelmente, não quiseram ou não ousaram mexer nesse vespeiro.

Só no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva a revogação da Lei de Anistia foi discutida numa reunião ministerial, mas a corrente dos que temiam espantalhos (encabeçada por Nelson Jobim) prevaleceu. 

Para salvarem as próprias faces, os ministros vencidos (Paulo Vannuchi e Tarso Genro) apontaram aos cidadãos inconformados o caminho dos tribunais. Era o que restava, pois o Executivo optara pela omissão e o Legislativo se fingia de morto; mas, percebia-se, ilusório. Já naquele agosto de 2008 eu advertia (vide aqui) que ficaríamos patinando sem sair do lugar.

A batalha jurídica realmente terminou quando o Supremo Tribunal Federal, numa das decisões mais estapafúrdias e escabrosas de sua História, decidiu avalizar a anistia extorquida mediante chantagem em 1979. Enquanto viger tal decisão, serão infrutíferos os esforços dos santos guerreiros que, movendo uma espécie de guerrilha jurídica, buscam brechas e atalhos para condenar os dragões da maldade. 

Quanto muito, conseguem levá-los aos bancos dos réus nas instâncias inferiores, mas eles invariavelmente são e serão inocentados acima, a menos que o STF mude seu entendimento sobre o fulcro da questão. E este, ao que tudo indica, só o fará se e quando a Lei da Anistia for revogada. 

É, claro, louvável a iniciativa do Ministério Público Federal, de denunciar cinco militares envolvidos na tortura, assassinato e ocultação do cadáver do ex-deputado Rubens Paiva -com base, inclusive, em documentos encontrados no sítio do falecido coronel Paulo Malhães, recentemente assassinado por bandidos comuns (com grande possibilidade de terem sido instrumentalizados por remanescentes da repressão ditatorial, conforme sustentei neste e neste artigos).

Mas, se o STF continuar zelando pelo sono dos injustos, a tentativa dará em nada, como das outras vezes.

Também no Rio de Janeiro, o Grupo de Justiça de Transição do MPF denunciou seis envolvidos no atentado do Riocentro, ação terrorista que causaria um morticínio em larga escala se um dos petardos não  tivesse explodido antes do tempo. 

A juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal, acertadamente acatou a denúncia, argumentando tratar-se, à luz do Direito Internacional, de um crime contra a humanidade -portanto, imprescritível. 

Este caso tem uma especificidade que possibilita a abertura de uma exceção à regra da impunidade: os fardados e o civil (um ex-delegado) não estão cobertos pela anistia de agosto de 1979, pois brincaram com fogo em abril de 1981, ao tentarem inibir o processo de redemocratização e o desmonte da engrenagem repressiva dos anos de chumbo

Se nem assim for feita justiça, é melhor darmos uso mais apropriado ao espaço físico dos tribunais -talvez disponibilizando-o para os grupos teatrais, que nele poderão representar suas farsas.

LUNGARETTI PERGUNTA: "CADÊ A MOOCA?"

O imponente Cotonifício Crespi abriu falência em 1964...
O belíssimo artigo de Apollo Natali (vide aqui), meu velho companheiro de batente na Agência Estado e amigo querido há quase três décadas, mexeu com minhas lembranças. Se suas raízes estão fincadas no Bixiga, as minhas foram arrancadas da Mooca, onde morei até os 18 anos, quando saí do lar paterno para me aventurar pelos caminhos tortuosos da luta armada.

Minha família continuou por lá, de forma que eu nunca perdi contato com o bairro que se formou praticamente em torno do cotonifício Crespi, um dos marcos da industrialização de São Paulo, fundado em 1897.

Foi o palco onde se iniciou e do qual se irradiou a primeira greve geral brasileira, a de 1917, cuja magnitude foi durante longo tempo minimizada pela historiografia comunista, por ter sido organizada por anarquistas.
...mas suas instalações permanecem preservadas.

Ao redor do cotonifício foram surgindo fabriquetas, pequeno comércio, residências. Nos meus verdes anos, ainda era um bairro de trabalhadores e de baixa classe média, muitos estrangeiros (italianos, portugueses, espanhóis, alemães e até húngaros, armênios e lituanos), com seus vários conjuntos habitacionais implantados pelo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários, suas vilas em que as famílias sentavam-se à noite na porta de casa para papear com os vizinhos, suas ruas que fazíamos de campos de futebol (e os poucos carros passavam lentamente, nos respeitando), com um favelão incrustado bem no seu meio, num enorme terreno baldio existente entre as ruas Padre Raposo e do Oratório.

Hoje foi tomada por uma classe média endinheirada, que mora lá e trabalha alhures. Quase já não tem fábricas, nem vilas. A avenida Paes de Barros, onde cheguei a morar nos fundos de uma casa maior, agora está quase toda preenchida por bancos faraônicos e mansões idem.
Foi no Crespi que começou a grande greve de 1917

O colégio São Judas Tadeu, no qual estudavam os rebentos de famílias remediadas que eram burrinhos ou preguiçosos demais para se darem bem nas exigentes escolas públicas, virou um império educacional. E o hospital da Sociedade dos Chauffeurs, o São Cristovão, um império da medicina mercantilizada. O Cema, mais recente, vai na mesma direção.

Quando, em tempos recentes, visitava minha mãe nas tardes de domingo, não havia viva alma à vista; parecia cidade fantasma. Que saudades do burburinho e efervescência de outrora, quando às vezes ia esperar meu pai à saída do Crespi e eram milhares os que vinham ao lado dele! Que saudades de pulgueiros como o Aliança, o Patriarca, o Imperial, o Icaraí, o Moderno e o Safira, românticos cinemas de rua que, bem disse o corvo, "nunca mais"...
O mártir ignorado pela Mooca

O bairro que apagou totalmente de sua memória a fundamental greve de 1917 é também o bairro que faz questão de esquecer os quatro jovens que, em 1968, paramos o Colégio MMDC, obrigando a diretora a antecipar as férias de meio de ano para proceder ao previsível expurgo. Três logo estaríamos pegando em armas contra a ditadura.

Muito tentei e não consegui que a Mooca reverenciasse o herói que produziu, provavelmente o único de sua história: meu amigo de infância, colega de escola desde o Grupo Pandiá Calogeras, companheiro de movimento estudantil e de militância revolucionária Eremias Delizoicov, executado em outubro de 1969, aos 18 anos, com 35 disparos que o desfiguraram por completo, desferidos desnecessaria e covardemente pelos carrascos da PE da Vila Militar (RJ).

A última escola que cursou na sua curta existência, paradoxalmente, leva até hoje o nome dos estudantes assassinados pela ditadura getulista, ao invés de homenagear um estudante que saiu de seus bancos para ingressar na história dos oprimidos, como um de seus mártires.

APOLLO NATALI PERGUNTA: "CADÊ O BIXIGA?"

CADÊ O BIXIGA?
                                                                                                                
Por Apollo Natali
"a pia que salvou a minha alma"
Grande como um continente, o Brasil tem 8 milhões e 542 mil quilômetros quadrados de território. O litoral brasileiro, 7 mil e 367 quilômetros de extensão. Quem se aventura a percorrer o País pelo litoral, desde o arroio Chui, no Rio Grande do Sul, fronteira com o Uruguai, até o arroio Oyapoque, no alto do estado do Amapá, este lá em cima da América do Sul, já para os lados da América Central, contempla, entre esses dois pontos limites do chão brasileiro, uma sequência sem fim de nomes italianos em fachadas de indústrias, comércio, hospedarias,  fazendas.

Nós, brasileiros, quando queremos expressar o tamanho do nosso país dizemos: do Oyapoque ao Chui. No percurso pelo litoral entre esses dois distantes riachos limites, o aventureiro vê das janelas dos ônibus, do carro, da canoa, do lombo do jegue, artísticos recortes e contornos de deslumbrantes praias cheias de dizeres italianos.
   
Imigrantes de várias origens e etnias se espalharam pelo país e deixaram sua marca de trabalho e de progresso em cada canto do Brasil. Mas a religiosidade católica, a sensibilidade, as boas comidas, a participação em vários esportes, o modo de se mostrarem sempre felizes mesmo tendo sofrido muito ao tempo da imigração em  massa, estão entre as maiores influencias deixadas pela enorme colônia de italianos. A expansividade e o jeito alegre desses imigrantes modificaram até o próprio modo de falar de muitos dos brasileiros. Mesmo a mais comum xingação do mundo os brasileiros falam em italiano.

Convivi com a italianada de um punhado de cortiços na fronteira entre o Brás e a Mooca, em São Paulo, nas ruas Coronel Cintra, rua da Mooca, Caetano Pinto, Carneiro Leão.  Eu mesmo vivi 33 anos, desde bebê, num cortiço na Mooca, na rua Coronel Cintra, 129, habitado por 20 famílias de ruidosos italianos e suas briguentas crianças. Minha meninice lá foi marcada pela música "Marechiare", pelo rádio de Tzi Terê e vozerio de Gino Bechi. Eu sabia cantar essa canção em italiano: quem diz que as estrelas são luzentes não conhecem os olhos que você tem na fronte.
A tradicionalíssima escadaria do Bixiga

Realizando um sonho de criança, aos 46 anos fui a Manaus, capital do Amazonas, e naveguei pelos rios daquele Estado: o Amazonas, o Madeira, o Mamoré, o  Negro. Sabem o que eu via enquanto meu barco deslizava pelos igarapés, esses rios quietos e caudalosos que passeiam por entre a selva inundada? Via índios com camisas do Milan, remando suas canoas em meio ao mistério da floresta. E sabem qual o pano de fundo, ao longe? Placas com o nomes de propriedades e fazendas, em italiano. 

Um dos marcos dessa emocionante saga da italianada em nosso país, é que, em meio à massa de oriundi que invadiu o Brasil desde o final do século 19, uma mítica aglomeração deles emergiu em São Paulo: o bairro do Bixiga. Na capital paulista os imigrantes que chegavam se hospedavam na Hospedaria dos Imigrantes, no bairro do Brás, hoje tornada Museu da Imigração. Em São Paulo, as principais regiões onde eles mais se concentraram foram nos bairros do Bixiga, Brás, Mooca, Água Branca, Lapa, Ipiranga e no chamado ABC paulista, formado pelas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.

São uns privilegiados os milhões de leitores brasileiros deste blogue do meu velho amigo ítalo-brasileiro Celso Lungaretti. Privilegiados são também os outros milhões de leitores que o acessam na América do Sul, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Alemanha, Portugal, China, França, Índia, Austrália, Malásia. Privilegiados porque podem viver agora a emoção intitulada bairro italiano do Bixiga, que no meu tempo de criança  - estou com 78 -  era habitado predominantemente por italianos e negros.  Os negros e pardos correspondem hoje praticamente à metade da população do país. Pesquisa de 2005 contava 92 milhões de brancos e 91 milhões negros e pardos. No Brasil apenas não há negros nas reservas indígenas.
O passado sucumbe à degradação urbana

Ainda hoje está viva lá no Bixiga, pertinho da casa que foi da minha nona, no fim da rua São Vicente, uma escola de samba que desfila no Carnaval, chamada Vai-Vai. No coração do Bixiga, o samba italiano. Brasileiro de sangue italiano, a maior frustração da minha vida, além de não ter voz para cantar canções napolitanas como "Parlami d’amore Mariu" na voz potente e dramática de Mário Lanza, é não ter aprendido a dançar como os negros, é invejar sua dança, que está no seu sangue, nos nervos, na pele, nos pés, nos olhos. Considero perdido o dia em que não se dançou o samba nenhuma vez. Até os cachorros do Bixiga latem no ritmo do samba, dizia Osvaldinho da Cuíca, integrante da ala italiana do samba paulista no Bixiga. Confesso, eram escurinhas as 4 moças por quem este brasileiro branquelo de sangue italiano se apaixonou  no decorrer de sua longa vida.

E foi da seguinte maneira que os italianos fundaram o bairro do Bixiga, na região central de São Paulo: em 1º de outubro de 1878 o imperador do Brasil D.Pedro II inaugurou o loteamento da Chácara Bexiga – falava-se Bexiga – que pertencia a Antonio José Leite Braga. Os lotes eram baratos e foram comprados por imigrantes italianos, que acabaram batizando o bairro. A Chácara Bexiga ficava no centro de um bairro chamado até hoje de Bela Vista. O nome Bexiga vem de um problema de saúde, a varíola, que atacou os imigrantes. Eles tinham seus rostos marcados por bechigas.

Pasmem: os vereadores de São Paulo não aprovaram até hoje, 136 anos desde o seu nascimento, um projeto de oficialização do bairro do Bixiga, proclamando sua independência e evitando o seu desaparecimento.

Desde os antigos italianos que o habitavam, o Bixiga veio ganhando o status de bairro cultural, por suas cantinas, gastronomia, teatros, variadas atividades culturais. No entanto, de tudo, resta hoje apenas uma única festa, concentrada na igreja Nossa Senhora Achiropita, onde ainda se rezam missas em italiano. 
A famosa festa de N. Sra. da Achiropita

De vez em quando, padres, sacerdotes, mães de santo, pais de santo, misturam ingredientes africanos na missa afro, rezada na paróquia. É uma leitura africana com olhos cristãos da religião católica. Rituais católicos se misturam às tradições afro-brasileiras. Pode-se agendar casamento afro nessa histórica igreja.

Atualmente há apenas três ambientes nas festividades para gostos variados: a rua 13 de Maio, onde eu nasci de parteira em 1936 no antigo número 29, a igreja onde fui batizado aos 7 anos de idade em 1943, em plena II Guerra  e a cantina Madona Achiropita.

Na Igreja, até hoje bênçãos são dadas a cada hora. No meu batismo, o padre italiano grandão todo vestido de preto enfiou o dedo cheio de sal na minha boca e eu cuspi pecaminosamente na pia batismal. O padre deu um cascudo na minha cabeça e disse: "Onde se viu ser batizado aos 7 anos?". Fui carregado para o batismo por duas tias italianíssimas, corpulentas, catolicíssimas, tia Bianca e tia Líbera.  Elas me erguiam decididamente pela rua 13 de Maio e meus pés nem alcançavam o chão. Outro dia, já nos meus 78 anos, voltei á Igreja Nossa Senhora de Achiropita, para matar saudades da pia que salvou a minha alma.

Na minha infância os vidros coloridos das antigas janelas de madeira do velho palacete da nona na rua São Vicente pintavam de verde, amarelo, vermelho, azul, os pratos quentinhos de macarrão e rizzoto.  O vozeirão harmonioso de Beniamino Gigli acariciava nossos corações nos almoços e jantares. Meus avós maternos são de Nápoles, no sul. Os paternos são de Pescia, no norte. Minha avó paterna engravidou 24 vezes, a materna 17 vezes, minha mãe 7.

No ano de 2013 viviam no Brasil cerca de 30 milhões de descendentes de imigrantes italianos, a metade da população da Itália. Que fantástica capacidade de proliferação dessas gentes que pisaram no Brasil vindas do Vêneto, Campânia, Calábria, Lombardia, Abruzzo-Molise, Toscana, Emília-Romagna, Basilicata, Trento, Sicília, Piemonte, Puglia, Marche, Lácio, Úmbria, Ligúria, Sardenha!

Quando um brasileiro quer definir algo muito bom, fala uma palavra um pouco forte: é do cacete!  Então, o título de um jornal que criei sobre o Bixiga, também é forte: DO BIXIGA! Em formato de sanfona, logotipo em posição vertical, dobrável, cabe no bolso. Não foi além do primeiro número. O meu editorial desse jornal conta como está hoje o Bixiga.

Muita festa, pouco bairro  

"Aconchego dos artistas e dos teatros. Das cantinas italianas. Da escola de samba Vai-Vai. Da festa de Nossa Senhora Achiropita. Diversidade étnica. Tradições, práticas, costumes, símbolos. Muitas e belas histórias de vida.  Pois saibam todos quantos possam se interessar, essa riqueza cultural do Bixiga respira com o balão de oxigênio da mídia. Cadê o Bixiga? Vai morrer? Já morreu? O dia em que rádio, TV, jornais, se calarem, podem encomendar o ofício dos mortos para o bairro.

O problema é que esse estado de espírito, como é definido o Bixiga, anda muito mal acomodado nesse bairro que nem é bairro oficialmente. O precioso acervo leva má qualidade de vida. É cercado por arquitetura descaracterizada pelo chamado progresso, leia-se especulação imobiliária. Calçadas, deterioradas. O leito das ruas, devastado pela invasão dos vikings do asfalto, os automóveis. Mas que terra barulhenta e poluída de fumaça é hoje o Bixiga!

Três mil saudosas residências de outrora, desesperançadas, sobreviventes da terra urbana arrasada que deu passagem a viadutos e avenidas, imploram tombamento para não acabarem virando garagens decoradas com graxa. Mas os apaixonados pela causa, trabalham. Os grandes problemas têm soluções simples. Que o diga o também italiano, como os bixiguenses, Cristóvão Colombo, a espantar o mundo com a sua solução para equilibrar um ovo."

Pronto, o editorial acaba por aqui.

Continuando, uma providência simples e prática repetidamente sugerida é a construção de uma garagem subterrânea para mil carros, a oferecer dignidade e segurança a um número sem fim de turistas, brasileiros e estrangeiros, atraídos pela mágica do lugar. O estacionamento, aprovado por dois falecidos prefeitos, Reinaldo de Barros e Jânio Quadros, se um dia sair do papel irá para o subsolo da praça D.Orioni.

A proposta é de Walter Taverna, feitor, há décadas, de grandes eventos que, junto com o favor da mídia, vêm dando sobrevida à aura do bairro. Entre outras festas, Taverna criou o maior pão do mundo e o maior bolo do mundo, este para comemorar o aniversário de São Paulo, em 25 de janeiro. Cada bolo tem o tamanho do número de aniversários da cidade. O último tinha 460 metros e foi devorado em cinco segundos pela população. A prefeitura de São Paulo não o deixou fazer a maior pizza do mundo. O dia em que Taverna morrer, podem contratar a cerimônia fúnebre do Bixiga. Eu já disse isso a ele.

Para avivar o magnetismo do bairro, Taverna tem um belo sino dourado na porta de sua cantina, a Concheta. Ao tocarem o sino, os seus clientes participam de uma simpatia italiana: quem tocar o sino uma vez, consegue conquistar a pessoa amada. Duas vezes, consegue trabalho. Três vezes, saúde para ele e toda a família. Quatro vezes para ganhar bastante dinheiro.

Taverna lança o brado: o Bixiga precisa dessa referência, o estacionamento.

Ele quer também a rua 13 de Maio transformada em um calçadão e em shopping a céu aberto. E a reestruturação do comércio da área. E sonha acordado com investidores para realizar esses seus sonhos, contados nas nossas páginas do DO BIXIGA!

E quem somos nós, do DO BIXIGA!, para vir aqui contar vantagem? Mostramos a decadência do bairro, mas também somos apaixonados por ele. Chegamos para defender essa causa. Como? De duas maneiras: dar sempre mais e mais divulgação e visibilidade às festas, ações sociais e tradições do bairro; e, em busca de soluções, mostrar continuadamente às autoridades e interessados em geral os problemas do monumento a céu aberto que é esse bairro afamado. Há muito a fazer.

(O I Guia Turístico do Bixiga, uma iniciativa do Site do Bixiga, com apoio de ONGs e comerciantes locais, e realização do Studio Maria Ribeiro, apresenta o bairro com detalhes: mapa de localização, calendário de festas e eventos, informações e roteiros dos pontos turísticos, museus, teatros, as famosas cantinas, restaurantes e padarias, a feira de antiguidades e os antiquários, os personagens e lugares históricos. A valorização e resgate da cultura dos imigrantes que ajudaram a construir a São Paulo de hoje, é a tônica desse roteiro, que apresenta espaços culturais e de lazer, desconhecidos muitas vezes pelos próprios moradores da cidade).

Manchete: O Bixiga vai morrer? 
Os belos arcos que o prefeito Jânio Quadros recuperou

Caminhe hoje alguém pelas ruas estreitas e íngremes do Bixiga. Vê um bairro agonizante, sufocado pelo gás carbônico de verdadeiros estouros de boiadas de automóveis, esses furiosos e barulhentos perseguidores dos humanos pelo asfalto. Calçadas deterioradas. Um verde esfarrapado, um pouquinho cá, um pouquinho lá. Casas, umas e outras, relíquias residenciais sem cor, se desfazendo, abandonadas.

As entranhas desse bairro feito de história, cultura, religião, sentimento, estão rasgadas por viadutos e vias expressas ocupando o lugar de outrora mil casas, de emocionantes histórias, que foram demolidas. O comércio, descaracterizado, de pequenos empórios de dia, bares e restaurantes à noite. Vai morrer? Já morreu? Cadê o Bixiga?

O homem que há meio século promove eventos e defende o Bixiga, Walter Taverna, diz que não, se ao doente forem ministrados alguns remédios, como criar alguns pontos de referência – um portal, um estacionamento subterrâneo para a dignidade e segurança dos turistas, a transformação da rua principal, a 13 de maio, em calçadão, reestruturar o comércio transformando o bairro em shopping a céu aberto abastecido de produtos característicos da região e o tombamento urgente de 3 mil casas, todas prestes a se transformarem de um momento para outro em estacionamentos e garagens.

Na ultima página do DO BIXIGA!,  Walter Taverna, considerado o eterno protetor do bairro que não é bairro oficialmente, conta a história de sua vida e dá a receita para não deixar o Bixiga morrer:
                            
Três mil saudosas residências de outrora, desesperançadas, sobreviventes da terra urbana arrasada que deu passagem a viadutos e avenidas, imploram tombamento para não acabarem virando garagens decoradas com graxa. Mas os apaixonados pela causa, trabalham. Os grandes problemas têm soluções simples. Que o diga o também italiano, como os bixiguenses, Cristóvão Colombo, a espantar o mundo com a sua solução para equilibrar um ovo.

O defensor perpétuo do Bixiga
(a história de Walter Taverna e sua receita para 
salvar o bairro, contada por ele mesmo, em 
depoimento  concedido a Apóllo Natali)


“Nasci há 77 anos, nos fundos de uma cocheira que ficava na rua 13 de maio, número 703. Uma discussão besta em família na véspera de Natal, meus avós nos puseram fora da cocheira, meus pais e sete filhos. Para fora de casa a família toda, de madrugada. Eu tinha 6 anos.  Fiquei morando na rua, dormindo nas escadarias do Morro dos Ingleses. Perambulava por aí, à procura de parentes. Fui menino de rua. Fiz uma caixa de engraxate. Roubaram. Fiz outra, roubaram.

A tradição do Bixiga só vai se mantendo pela força dada por alguns da mídia. Faço eventos há 40 anos, de nível internacional. A vida ensina. Em 1978, levei para a rua a festa da Igreja Nossa Senhora Achiropita. Era dentro. 

Hoje só restam descendentes de italianos e suas propriedades deterioradas à venda. Em 1987, o patrimônio tombou 906 casas. Mais de 3 mil estão em processo de tombamento. Se tombaram quase mil, poderão tombar as restantes e o bairro não morre. Mas ninguém se interessa. Estado, Prefeitura, centros culturais, não fazem nada.

O bairro precisa de uma referência. Um estacionamento que estou sonhando faz tempo, 678 vagas, na praça Dom Orione, já foi aprovado duas vezes, uma pelo prefeito Reinaldo de Barros, outra pelo Jânio Quadros. O turista merece estacionar com dignidade e segurança. Vem visitante de todas as partes do Brasil, estrangeiros também. Transformar a rua 13 de maio em calçadão. Reestruturar o comércio, transformar o bairro em um shopping a céu aberto com estoques de produtos característicos.  Construir um portal, na rua Manoel Dutra com Rui Barbosa. Fazer a limpeza pública sempre. Colocar placas em todo o perímetro do bairro: Sorria, você está no Bixiga. 

O bairro deve ser conhecido com palavras e visuais bonitos.  Se os investidores aparecerem, dou um jeito em tudo isso. Viver sem apoio de ninguém é horrível. Preciso de investidores. Fundei a Sociedade de Proteção ao Bairro, a Sodepro, só família, se não for familiar não funciona.

Uma tia me levou para a Vila Mariana. Me tratou mais do que um filho. Desculpe, sempre que falo nela eu choro. Vivi dois anos lá. Ela veio morar no Bixiga.

(Para a mulher que pede para instalar um pula-pula para adultos e crianças na rua Rui Barbosa durante a festa do maior pão: eu autorizo. Eu mando nesta droga, aqui). 

Aos 11 anos fui aprender a ser barbeiro. Comprei a barbearia a prestação. O Minhocão desapropriou. Fui para a Conselheiro Carrão. Aos 11 anos já era barbeiro. Aos 13 me transformei num grande barbeiro. Na Conselheiro Carrão era a barbearia. Levei toda a minha família para lá. Sustentava a família toda. Fiz barba e cabelo de defunto, cobrava mais caro e, com isso, ganhava dinheiro. Sem poder manter o equipamento e mais minha família toda no salãozinho alugado, meus pais, 3 irmãos, 3 irmãs, e eu, livrei-me do equipamento, ficou todo mundo morando lá e fui trabalhar em domicílio. Antigamente velório saia das casas.

Em 1958 meu pai alugou um carro para ir à festa do vinho de São Roque. Nunca tinha levado minha mãe para passear a lugar nenhum. Ele tinha tirado minha mãe do hospital psiquiátrico do Juqueri. Morreram todos num acidente, pai, mãe, três irmãs, duas sobrinhas.  Foi tudo para o brejo.

Casei depois. Meu filho foi sequestrado com 15 anos. Ficou 7 dias preso em Avaré. Conseguiu fugir do cativeiro, uma casa. Em 1978 esse meu filho mexia numa arma. Ela disparou e ele morreu. Me derrubou. Dormia na porta da minha casa, não conseguia entrar. A mãe dele faleceu de desgosto. Em 1980 casei outra vez. Depois de 2 anos, ela morreu. 

O médico agora me dá uma terapia: muito trabalho.

Os varais do Bixiga, que criei. Quis mostrar o valor do varal. É de grande importância histórica e social o varal de roupas. Eram 4 mil roupas penduradas na rua. Costurava dia e noite, sem parar. Sou costureiro. A prefeitura veio e tirou tudo. Um mendigo viu que eu conseguira montar outro varal pequeno, com poucas roupas, me deu de presente o seu paletó. Nessa noite chorei, virei poeta e compus a poesia 'História dos Varais'.



Fiz o Hino do Bixiga com Gilson de Souza, cantor e compositor.

Não tenho nem o primário. Fiquei 6 anos no primeiro ano. Passei de ano por antiguidade.

Via as pessoas pegar comida no lixo da minha cantina. Não era para pegar, eu daria a comida. Quando fechava a cantina, fazia as marmitas e distribuía. As pessoas chegaram a 150. A polícia bateu num mendigo. Chorei. Às 3 da madrugada fiz uma poesia de protesto, que começa assim: por favor meu Deus, mande Jesus Cristo para a terra, quero a paz, não a guerra, para o mundo se acalmar.

Quem não tem dinheiro, conta história. 

Tenho mais de dez mil fotos em casa, papéis, documentos, cartas, reportagens.

Vivi até hoje defendendo o bairro tradicional que é o Bixiga.

Moro sozinho num casarão.”
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